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Espaço Deonibus |
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O
Futuro
Elétrico
Por ANTONIO FERRO
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Enquanto
que a propulsão híbrida em automóveis caminha a passos de formiga em
nosso país, o uso dessa tecnologia em ônibus comprova que estamos em um
patamar respeitável nos padrões de desenvolvimento e produção. A
procura por novas alternativas em combustíveis, como forma de substituir
o petróleo, que já anuncia sua escassez, abre nichos com oportunidades
significativas na introdução de novas trações no transporte coletivo. A
eletricidade foi por muito tempo a segunda opção frente ao diesel na
matriz energética do transporte coletivo urbano (ainda é a principal em
sistemas de trilhos) realizado por ônibus. São Paulo foi a única cidade
brasileira a manter o sistema de trólebus. Sua operação municipal quase
foi extinta na administração pública passada, alegando-se valores
financeiros incompatíveis de operação e constantes defeitos do sistema.
Já na administração estadual sua operação tem valia e qualidade, com
os ônibus elétricos correndo em vias segregadas e com poucas interrupções
do serviço por falta de manutenção. Há
duas correntes que se posicionam frente ao tema; os prós, com argumentos
bastante satisfatórios – não polui, não emite ruído, é um veículo
ecologicamente correto, pois economiza cerca de 30 mil litros de
diesel/ano gastos em um ônibus comum e a sua maior vida útil, podendo
chegar a 20 anos. Já os contras alegam que o sistema é caro, não
possibilitando a flexibilidade necessária em um transporte realizado por
ônibus, que seus investimentos só compensam se a demanda for muito
grande e com total participação do estado. Pegando
carona nessa discussão, o ônibus híbrido apresenta-se como um intermediário
em tração com baixa emissão de poluentes. Equipado com motor diesel de
pequena proporção, gerando energia ao motor elétrico que o propulsiona,
o híbrido é produzido pela paulista Eletra e já está em operação em
São Paulo, São Bernardo do Campo e Porto Alegre. Outras fabricantes
internacionais também constroem modelos semelhantes, mas com uma
desvantagem: o valor de cada unidade é duas a três vezes maior que o
produto brasileiro. Só para citar a sua importância, a cidade de Nova
Iorque tem uma frota de 131 ônibus híbridos (diesel/elétrico) operando
em suas rotas urbanas. São Paulo tem em serviço 15 unidades. Se
o ônibus híbrido ainda é objeto de contestação porque continua a
emitir particulados poluentes devido ao seu motor diesel, deve-se substituí-lo
por outro movido a álcool (produto renovável e considerado como o
combustível do futuro) ou então o gás natural, também um substituto de
grande importância do óleo. Outra opção chama-se hidrogênio, ainda em
fase de testes e experiências.
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