Você está aqui:Página Principal>Artigos>Janeiro de 2005
|
| Espaço Deonibus | |||
![]() |
Transporte
essencial – bilhete para o futuro
Por ANTONIO FERRO
|
||
|
O grupo acima citado preocupa-se em saber qual será o destino das médias e grandes cidades se não houver melhorias no deslocamento das pessoas, onde o transporte coletivo seja imperativo diante o individual, com todas as características que proporcionem os desejos dos usuários: rapidez, acessibilidade e conforto, três itens de fundamental importância se há perspectivas quanto ao deslocamento das pessoas nas cidades. Investir
em um bom sistema de transporte público beneficia todos os cidadãos,
suas vantagens são sentidas em menor congestionamento, baixo índice de
emissões gasosas que poluem o ar e na melhoria da segurança em vias
urbanas.Nossa
situação não permite que o transporte de massa seja privilegiado por
sistemas operados por metrôs, com custos elevados e que exigem maior
complexidade em sua implantação. O transporte realizado por ônibus
apresenta-se como paradigma flexível, com ônus bem menor e total
acessibilidade, desde que atenda certos requisitos para o sucesso em sua
operação: vias exclusivas, abundância de informações, trajetos
variados e veículos dotados de algumas tecnologias com prerrogativas aos
usuários: piso baixo (facilidade de embarque e desembarque), ar
condicionado, câmbio automático, suspensão pneumática, utilização de
combustíveis alternativos (gás, eletricidade), entre outros itens. Quando citei as médias e grandes cidades é bom
lembrar que os pequenos municípios também têm o dever de fazer a lição
de casa quando se orienta para o tema transporte, correndo o risco de
apresentarem os mesmos erros que acompanham a falta de planejamento dos
municípios. Uma
excelente proposta revela-se no projeto TEU (Transporte Expresso Urbano),
que traz em seu conteúdo um corredor metropolitano ligando os dois principais
municípios da Grande São Paulo, composto por pista exclusiva e veículos
(ônibus) dotados de alta tecnologia (é de se esperar que o diesel ceda
espaço ao hidrogênio, gás natural ou a eletricidade). A idéia principal
é valorizar o ambiente adjacente, estimular as viagens coletivas com rapidez
e conforto e causar menor impacto ambiental. Resta
saber se 2005 apresenta-se como mais uma oportunidade de colocar em prática
o que tanto se discutiu no passado, o óbvio em matéria de transportes
que é trazer de volta os excluídos do sistema e atrair os que ainda
renegam um meio que pode ser eficiente e que não prejudique o meio
ambiente de nossas urbes ou se a regra arcaica ainda prevalecerá. Será
que esse bilhete ao futuro será aceito pelas catracas dos condutores públicos? |
|||