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Informativo – Sobre a Plabus - União dos Busólogos do Planalto 

                    A União dos Busólogos do Planalto (PLABUS) é uma organização que congrega estudantes, hobbystas, formadores de opinião e profissionais do transporte de passageiros por ônibus que tenham por interesse historiar e promover o ônibus e a integração dos busólogos.

                    Fundada em 6 de julho de 2003 em uma reunião de busólogos realizada na cidade-satélite do Gama, Distrito Federal, a PLABUS tem como objetivos:

·        Congregar e integrar os busólogos, promovendo o seu relacionamento no mundo dos ônibus;

·        Divulgar a busologia em busca de seu reconhecimento como um hobby de alta credibilidade;

·        Historiar o ônibus destacando também o seu valor cultural;

·        Destacar a importância do ônibus em todos os aspectos, entre eles: social, ambiental e econômico.

 A PLABUS têm como lema a frase “Ônibus: Transporte para Todos”, se inspirando na origem da palavra ônibus (do grego OmnibusOmni = de todos e Bus = transporte). A missão da entidade é mostrar à sociedade que o ônibus não é simplesmente um veículo para transportar pessoas, e sim que se trata de um meio de transporte universal, com objetivos nobres e importância de alta relevância para todos os segmentos sociais. Assim esperamos retirar o forte estigma de que o ônibus é necessariamente um meio de condução das classes mais baixas, e divulgá-lo como uma solução para a melhor fluência do tráfego nas grandes cidades.

A PLABUS ainda está em processo de formação e estruturação, mas quem puder contribuir com apoio ou material será muito bem vindo. Periodicamente os membros da PLABUS se reúnem em encontros em áreas centrais das cidades ou em terminais rodoviários, onde há discussão de vários temas sobre transporte, coleta, exposição e troca de materiais relacionados ao ônibus (fotos, cartazes, folders, miniaturas e material promocional em geral).

Quem quiser maiores informações a respeito da entidade pode entrar em contato nos telefones 61-9554-3974 (Delvanor) ou 61-937-2379 (Clébio), pelo e-mail plabus@pop.com.br, ou pelo site http://www.eonibus.hpg.com.br.

Mas afinal, o que é um busólogo? 

O termo Busólogo não consta em nenhum dicionário e apesar de possuir dois radicais gregos (bus = transporte e logos = estudo), a palavra surgiu no Brasil com o engenheiro Hélio de Oliveira, designer de ônibus e ex-funcionário da extinta fábrica de carrocerias Thamco. Como admirava o seu trabalho com os ônibus a ponto de coletar todo  o material possível que estivesse relacionado a ele, fundou em abril de 1979 o CDO (Clube do Design de Ônibus), entidade civil formada por colecionadores e admiradores de carrocerias. Por causa disto, lá pelos idos de 1986 os colegas de Hélio na Thamco começaram a chamá-lo de busólogo. Do apelido surgiu o nome para sua paixão: Busologia.

A Busologia não se trata de uma ciência, e sim de uma espécie de hobby ou passatempo um tanto complexo para se entender o porquê de uma pessoa criar um interesse por ele. Ainda mais levando em consideração que muitos cultivam esta preferência desde criança e dificilmente sabem explicar o motivo. De acordo com relatos de busólogos, surgiu uma teoria que quando a criança freqüenta muito o meio dos ônibus como terminais e garagens, este desenvolve um interesse maior no assunto, se bem que o mesmo pode acontecer tranqüilamente depois de adulto. Só que quem desenvolve este interesse sempre fica receoso com a opinião dos outros, ou seja, muita gente pode ser considerada como busólogo  mas não tem coragem de assumir que gosta de colecionar coisas como bilhetes de passagem e fotos de ônibus velhos e acabados.

Ninguém toma a busologia como profissão, ela consiste basicamente na pessoa que se interessa em obter informações e colecionar todo e qualquer material relacionado ao universo do ônibus como fotos, brindes, cartazes, revistas, livros e informações em geral registrando assim, meio que sem querer, a evolução do transporte coletivo. Mas mesmo se tratando de um hobby, quem o exercita o faz com muita seriedade. Tanto é que muitas empresas reconhecem e apoiam os busólogos, inclusive acatando suas sugestões e pedidos, porque é de se esperar que os mesmos sejam maioria nas ligações ao serviço de atendimento das empresas. Um exemplo de reconhecimento vem da Viação Itapemirim, que chega a dedicar uma seção de sua revista de bordo à história do ônibus, seção esta escrita pelo próprio Hélio de Oliveira, do CDO.

Um outro avanço atingido veio com o advento da Internet. Em uma sociedade que valoriza o transporte individual, o fato do ônibus ser um meio de transporte fortemente taxado de “coisa de pobre” inibia os aficionados por ônibus de assumirem sua preferência. O surgimento dos primeiros sites de busologia mostrava a estas pessoas que havia mais gente que possuía a mesma paixão e as encorajava a exercitarem e difundirem amplamente o hobby dando origem a grupos de discussão, onde os busólogos conheciam via e-mail (ou seja, com mais agilidade e difusão) outras pessoas que também gostavam de ônibus. Hoje há várias listas de discussão onde os integrantes trocam informações, opiniões, idéias, material para a coleção (fotografias principalmente) e desenhos feitos a mão ou no computador. Atualmente há listas que chegam a ter 500 integrantes ativos.

Isso fez com que surgissem nos terminais rodoviários e garagens de empresas inúmeros busólogos registrando em fotografia os diversos modelos de ônibus existentes no Brasil, coletando qualquer material que parecesse interessante e sondando qualquer novidade que surgisse. Este foi o momento em que as empresas notaram a grandeza que ganhou o movimento, ainda assim estranhando a preferência. E não demorou para que os integrantes das listas começassem a se organizar via Internet para promoverem encontros ao vivo, onde pudessem exercitar todas estas atividades em conjunto, ganhando assim mais peso e credibilidade. É a prova da veracidade do velho provérbio de que “a união faz a força”.

E foi assim, desses encontros entre busólogos que se realizavam na maioria das vezes na Rodoferroviária de Brasília e na Rodoviária de Taguatinga, que surgiu a idéia de que houvesse uma entidade, ainda que informal, que representasse colecionadores, hobbystas e interessados em geral pelo assunto, seguindo um movimento que começou a ganhar corpo em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. Depois de várias reuniões e encontros realizados para criar a estrutura da entidade, em um destes encontros, realizado no dia 6 de julho de 2003 na cidade-satélite do Gama, surgiu a União dos Busólogos do Planalto (cuja sigla seria PLABUS) que congregaria busólogos do Distrito Federal, Goiás e regiões próximas. Tal entidade teria importância não só para que a busologia ganhasse o reconhecimento de empresas, governo, entidades representativas (como CNT, Abrati, NTU, ANTP etc.) e da sociedade em geral, mas também para promover estudos e buscar soluções para melhorar o transporte coletivo e fazer do ônibus uma alternativa de transporte para todas as classes sociais (e não só para as camadas mais baixas) que contribuiria para a diminuição de veículos nas ruas e para o desenvolvimento das cidades.

Este texto é de responsabilidade de Clebio Junior, vice-presidente da Plabus.